Sketch urbano em meio à pandemia
Por B. | 06/06/2020

Mais de 2 meses depois do início da minha clausura em casa, precisei sair de verdade pela primeira vez para levar nossa gatinha recém-adotada para castrar. Pensei que o passeio, embora rápido e objetivo, arejaria minha mente já tão embotada de paredes e telas eletrônicas, mas todo o chão que percorro me coloca no epicentro do medo do invisível – o vírus, a indiferença e crueldade, o fascismo galopante, o poder que mata.




WANNABE
Por B. | 19/05/2020

Nesse domingo acontecerá a segunda edição da WANNABE na quarentena com a nova tecnologia do Zoom, que permite que nos sintamos dividindo uma pista de dança apesar de cada um no seu quadrado.

Abaixo, a ilustração “pelada”:




Abelha cape
Por B. | 18/05/2020

A Apis mellifera capensis é uma abelha da África do Sul que tem o superpoder de se reproduzir sem fecundação, tornando possível que criem populações inteiras só de fêmeas. Recentemente, cientistas descobriram que seu gene 11 é o responsável por essa capacidade – que por incrível que pareça não é tão incomum na natureza, embora em outras espécies que fazem o mesmo o gene responsável seria outro.




Everything now
Por B. | 15/05/2020

Finalmente pintei algo inspirado nessa cena do videoclipe de “Everything now” do Arcade Fire, algo que eu tinha vontade de fazer desde que foi lançado em 2017.




Não-haikai não-pessimista
Por B. | 12/05/2020

Não é pessimismo, é esperança.
Não se combate o monstro
Sem primeiro acreditar que ele está vindo.




Libélula imperador
Por B. | 06/05/2020

Anax imperator




Uma cena
Por B. | 30/04/2020




“Ali!”
Por B. | 29/04/2020




Besouro Hércules
Por B. | 28/04/2020

Dynastes hercules lichyi




Sem dó de enrugar a folha do caderno
Por B. | 23/04/2020

Eu queria que as canetas neon que usei nas luzes aparecesse no scanner, mas o resultado ficou bom.




O dia em que tirei Omari do sério
Por B. | 22/04/2020

Em setembro do ano passado, fui com minha família e amigues num duelo de vogue. Vibrei e estalei os dedos para dezenas de voguers explodindo performatividades em performances por sei lá quantas mil categorias até que por meados da noite duas competidoras se estranharam no palco. Era a categoria “femme figure”, dedicada a mulheres cis e trans conforme me explicou uma amiga especialista no assunto. O quase arranca-rabo disfarçado de quase dança foi interrompido pelo juri gringo, convidado especialissimamente pra nos trazer seu conhecimento de causa, pelo bem da segurança… dos tradicionais papéis de gênero. Pois eis que a justificativa dada pelo senhor gringo é que se as moças quisessem, podiam catfight, podiam ser delicadas, suaves, graciosas para brigar mas que a agressividade pertencia a outras categorias que davam espaço para uma certa masculinidade. Eu e minha gangue ao redor franzimos os narizes imediatamente. Passamos o resto da noite do lado de fora problematizando e compartilhando nosso estranhamento.

Quando a ball chegou ao fim, me esgueirei para o bastidores e lá encontrei o Exmo. Senhor Jurado Gringo. Arranhei um “can I talk to you?” e aguardei pacientemente que ele terminasse de fazer o social. Quando ele pode vir para o canto me dar atenção, expressei com a melhor pronuncia que consegui a minha intenção de trocar idéias sobre a construção daquela festa, parte de uma cultura maravilhosa que nós criamos juntes etc. E questionei se nós, pessoas que vivem para além das regras de gênero e sexualidade, deveríamos mesmo nos prender às amarras que nos oprimem. O Sr. começou a resposta com “Esse é o problema com um mundo hoje!”, numa réplica perfeita de conservador indignado. E segundo ele, cultura de balls não é cultura LGBT e que eu não podia ir falar com uma lenda – ele gesticulou apontando de cima a baixo de seu corpitcho de dançarino para ressaltar “a legend” – e dizer que temos que mudar tradições. What? Por que não se tradições são construções e mudam o tempo todo ao longo da história? E segundo ele, não, não mudam. E trocamos alguns “they do” e “they don’t” num debate improdutivo até que ele disse que não era com ele que eu deveria debater já que a tal categoria não era “dele” e ele só tinha sido porta-voz do recado que a outra jurada gringa, representante da categoria, queria dar. E que eu estava perturbando-o num momento que deveria ser descontração pós-festa. Pedi desculpas sarcásticas à Lenda, pois sofro desse mal. A conversa com ela foi bem mais tranquila, mas concordamos em discordar.

Gênero e tradições são construções e quem os constrói? As pessoas. Para quem? Se não for para as próprias pessoas, qual o sentido? E podemos até brincar de separar cultura de ball de cultura LGBT, mas oras quem é que cria, mantém e vive a cultura de balls? Aliás, várias balls já pensam suas categorias e regras de forma muito mais ousada. Ignorar o potencial questionador da cultura das balls não só não faz sentido em relação ao seu público, como é simplesmente inútil. A comunidade LGBT se tranforma, as regras se transformam, as culturas se tranformam como se transformaram o drag, as balls, o vogue, nossa sigla, a sagrada instituição do casamento, as leis contra “sodomia”, o gênero. Pena que o Sr. Gringo não queira celebrar o quanto somos bons nisso nem reconhecer o quanto precisamos, mas whatever. Segue o baile!




Tardigrada
Por B. | 21/04/2020

Tardigradas são animaizinhos que medem por volta 0,5mm, vivem na água, podem hibernar congeladas por 30 anos, sobreviver no vácuo no espaço, resistir a radiação, suportar -200ºC e 151 ºC. É sério!




Tradução de “Heavy balloon” da Fiona Apple
Por B. | 20/04/2020

O novo álbum maravilhoso da Fiona Apple saiu depois de 8 anos de espera sem espaço para decepções. Vou arriscar uma tradução aqui porque acho importante que se fale sobre certas coisas. Músicas sobre depressão escritas por quem sabe do que fala falam diretamente com quem sabe do que estão falando. Se é que você me entende.


Balão pesado

Pessoas como nós, nós brincamos com um balão pesado
Nós o mantemos no alto pra manter o mal afastado, mas ele sempre cai muito rápido

Eu me espalho como os morangos
Eu escalo como as ervilhas e feijões
Eu estou sugando há tanto tempo
Que estou arrebentando as costuras

No meio do dia, é como o sol
Mas aquele do Saara, me encarando lá embaixo
Forçando todas as formas de vida em mim a se recolherem no subsolo
Cresce sem piedade como o dente de um rato
Simplesmente continua me roendo
E se contrai como uma jiboia em uma mangueira, nada flui
Então a pressão cresce ao invés da semente

Pessoas como nós ficam tão pesadas e tão perdidas às vezes
Tão perdidas e pesadas que o fundo é o único lugar que conseguimos encontrar
Você é arrastada pra baixo, pra baixo para o mesmo lugar tantas vezes seguidas
O fundo começa a parecer o único lugar seguro que você conhece
Mas quer saber?

Eu me espalho como os morangos
Eu escalo como as ervilhas e feijões
Eu estou sugando há tanto tempo
Que estou arrebentando as costuras

Heavy balloon

People like us, we play with a heavy balloon
We keep it up to keep the devil at bay, but it always falls way too soon
People like us, we play with a heavy balloon
We keep it up to keep the devil at bay, but it always falls way too soon
People like us, we play with a heavy balloon
We keep it up to keep the devil at bay, but it always falls way too soon

I spread like strawberries (I spread like strawberries)
I climb like peas and beans (I climb like peas and beans)
I’ve been sucking it in so long
That I’m busting at the seams
I spread like strawberries (I spread like strawberries)
I climb like peas and beans (I climb like peas and beans)
I’ve been sucking it in so long
That I’m busting at the seams

In the middle of the day, it’s like the sun
But the Saharan one, it’s staring me down
Forcing all forms of life inside of me to retreat underground
It grows relentless like the teeth of a rat
It’s just got to keep on gnawing at me
And it constricts like a boa on a hose, nothing flows
So the pressure grows instead of the seed

People like us get so heavy and so lost sometimes
So lost and so heavy that the bottom is the only place we can find
You get dragged down, down to the same spot enough times in a row
The bottom begins to feel like the only safe place that you know
But you know what?

I spread like strawberries (I spread like strawberries)
I climb like peas and beans (I climb like peas and beans)
I’ve been sucking it in so long
That I’m busting at the seams
I spread like strawberries (I spread like strawberries)
I climb like peas and beans (I climb like peas and beans)
I’ve been sucking it in so long
That I’m busting at the seams

(I spread like strawberries), I spread like strawberries
I climb like (I climb like peas and beans)
I spread like strawberries
I climb like peas and beans
I spread like strawberries
I climb like peas and beans (That I’m busting at the seams)
I spread like strawberries
I climb like peas and beans




Calliphoridae
Por B. | 11/04/2020

Um close do rostinho fofo da mosca varejeira. Arrisquei a interpretação de um ângulo que ainda não tinha visto em foto.




MARCH OF ROBOTS 2020 – sketchbook tour
Por B. | 06/04/2020


O monstro
Por B. | 01/04/2020

Enquanto eu pintava robôs no último mês, uma fenda que se abria no espaço-tempo acabou de rachar a lógica e nossas fantasias de futuro distópico se materializaram ao completar sua fusão com as noções de uma era medieval que já voltava a galope nesse quadro sócio-político-cultural surrealista. E agora estamos aqui, uma civilização manipulada por bots confinada numa Terra plana vigiada por câmeras com uma praga letal nas ruas. É primeiro de abril e as coisas mais inacreditáveis são verdade.




March of robots
Por B. | 31/03/2020

#marchofrobots #marchofrobots2020




Contagem regressiva para a Marcha dos Robôs
Por B. | 29/02/2020

“March of Robots” é um desafio anual em que pessoas que desenham no geral postam um desenho por dia no mês de março. Decidi que vou me dedicar a isso dessa vez porque 1) preciso de um foco para me ajudar com a recuperação do luto, 2) ter finalmente completado o Inktober ano passado me deu ânimo para esses desafios, 3) amo desenhar robôs.

Confeccionei um sketchbook usando minhas escassas noções de encadernação. O miolo do caderninho foi feito com folhas cinza, pra me tirar da zona de conforto. Decidi também usar os mesmos materiais (quase sempre, ao menos).

Quem quiser participar do March of Robots, basta postar um desenho por dia usando as hashtags #marchofrobots e #marchofrobots2020 nas redes que preferir. Vou traduzir a listinha de sugestões de temas, que eu também decidi seguir, mas essa parte é totalmente opcional. O importante é se divertir!

1. robuste
2. perigo
3. chocade
4. três
5. ilha
6. bomba
7. substância
8. ferramenta
9. frio
10. tempo
11. brinquedo
12. combustível
13. lar
14. esmagar
15. rocha
16. sorriso
17. linha/fila
18. manhã
19. oco
20. grama
21. desconhecido
22. de madeira
23. pedra preciosa
24. aguade
25. velhe
26. estrela
27. perdide
28. queda/outono
29. espaço
30. escalar
31. dentro




Belzebu é amor
Por B. | 21/02/2020

Na madrugada do último dia 18 nosso amigo e anfitrião das visitas, Belzebu, nos deixou depois de uma batalha épica contra a FELV. Belzinho ganhou esse nome quando apareceu com seu berro gutural numa noite em frente ao prédio onde moram nossos amigos Amanda e Mário. Atendendo prontamente ao chamado de Amanda, sua primeira mãe, recebeu carinho e foi tratado de sua desidratação, desnutrição, pulgas e da patinha e testículo necrosado, resultado de um atropelamento que sabe-se lá quando aconteceu. Frequentemente me perguntava – e provavelmente vou sempre me perguntar – qual é a história que ele carregou até esse momento, que a barreira linguística interespécies jamais nos permitiu descobrir. Como aconteceu o atropelamento e quanto ele vagou com uma patinha calcificando o osso torto? Quem ele chamava na janela, à noite, nos primeiros meses aqui em casa? Como aprendeu a roubar pão das mãos humanas, como fazia durante nossos lanches? Quando descobriu que dar carinho é a melhor forma de viver e sobreviver?

Na noite em que buscamos Belzebu na casa da Amanda, passamos antes de chegar em casa em uma clínica veterinária para fazer testes, que deram positivo para FELV. Choramos pela primeira vez por ele, que tinha acabado de conquistar nosso colo. Me lembro que a jovem veterinária nos perguntou “Vocês ainda vão ficar com ele?” Claro que iríamos, não era possível, para nós, nenhuma outra resposta. E naquele momento uma promessa de lealdade foi feita, sem nenhuma necessidade de miado ou português. Como é o caso de tantas outras doenças que acometem qualquer espécie, inclusive quando é a nossa, a FELV é encarada frequentemente com muito preconceito e desinformação. É uma doença comum transmitida entre gatos através da saliva, que pode se manifestar depois de alguns anos suprimindo o sistema imunológico e causando linfomas. Tem vacina, mas é rápida, fatal e não tem cura. Além do privilégio de conseguir arcar com as quimioterapias e medicações, tivemos a sorte imensa ter ao nosso lado a Dra. Lígia Frossard, indicação da querida Cláudia, que trouxe a possibilidade de um tratamento, ainda em fase experimental. Belzebu atravessou com doçura inabalável todas as fases da luta. Os poucos meses de sobrevida previstos se transformaram em quase dois anos de muito cuidado e renderam uma nova esperança de vida melhor para tantos outros gatinhos. Ele não sabia dessa parte, mas de alguma forma tinha a nítida noção de que tudo aquilo, agulhas, sonda, comprimidos, era um grande ato de afeto profundo. Mais do que uma sagaz médica de felinos, Ligia foi a quarta mãe de Belzebu. Foi mais uma imensa benção do acaso que nossa guia por essa jornada compartilhasse tanto amor, transformando um tratamento em algo, na falta de uma palavra melhor, infinitamente mais humano.

Ao todo, ele esteve na nossa casa por 4 anos. Achei que escreveria mais sobre FELV mas não consigo me delongar sobre isso quando o que mais se pode falar sobre Belzebu é como era linda e poderosa a presença de um serzinho zoeiro com pouco mais de 4 quilos que literalmente estalava de amor incondicional.

Belzebu – Belzinho, Belzi, Belzeba, Bebel, The Cat Who Say Mi, Mimito, Nosso Pequeno Milagre da Ciência, Príncipe, Menino – deixa dois outros gatos que ainda o procuram pela casa, quatro mães, uma equipe de laboratório que vibrava por ele sempre que chegava um novo pedido de exame, veterinárias e alunos de Veterinária que acompanharam sua história em tom de torcida, gateiras e seguidores que trocavam afeto legítimo à distância, vizinhos que visitavam regularmente sua janela preferida, incontáveis pessoas convertidas em seus amigos imediatamente após o primeiro contato, amigos que repensaram sua relutância por felinos diante da prontidão e pureza de seu carinho, deixa também em todo os nossos corações a lição na prática de que se abrir para a troca do que é bom rompe barreiras, eleva a vida e faz da finitude um detalhe. Já diziam o versos que se repetem em algumas músicas jocosas em francês, “a morte é a morte, mas o amor é o amor.”




Soltando o traço um pouquinho
Por B. | 16/02/2020




Meus pensamentos de 2017 sobre teoria queer e coisa e tal
Por B. | 12/02/2020

Fazendo uma faxina na papelada velha, encontrei essa anotação de 2017 feita num caderno onde eu costumava escrever algumas reflexões aleatórias:

“O movimento queer brasileiro é de fato uma repetição do estrangeiro colonizador, como dizem seus críticos, ou são justamente aqueles que se propõem a interpretá-lo sob uma perspectiva acadêmica que pecam ao analizá-lo sob uma ótica limitada, pré-concebida e importada? A questão aqui é o objeto ou sua pretensa teoria? Muito se escreve sobre a necessidade de uma teoria própria, mas quanto (e com qual qualidade) dessa teoria se produz efetivamente? A prática, por suas exigências no dia-a-dia, já se encontra avançada em sua adaptação e originalidade. Da teoria, é necessário um esforço deliberado para que esta alcance uma visão mais realista dessa prática.”




Hachurando e aquarelando
Por B. | 07/02/2020




Desenhando de madrugada
Por B. | 03/02/2020

Hachuras, hachuras, hachuras…




Rascunho, sketch, rabisco…
Por B. | 30/01/2020




Visibilidade Trans – programação
Por B. | 25/01/2020

Hoje vou puxar uma roda de conversa sobre identidades não-binárias dentro do movimento trans no Encontrão Trans, na Casa Rosa de Marte!

A programação da semana da visibilidade trans segue amanhã com a nossa 4ª Caminhada.

E tem muito mais:




25 de janeiro

* Encontrão Trans
Descrição: Encontro para trocar experiências, contar histórias, ouvir música, fazer um lanche, dançar, rir, se divertir, fazer selfies, dar close de bonde. Com direito a lage e banho de mangueira. Vamos ter um momento para falar sobre identidade não bináries.
Horário: 14h às 19h
Local: Casa Rosa de Marte – Rua Paulino Marques Gontijo, 432, São Lucas.
Entrada Gratuita

* Bazar Itinerante
Descrição: Doação de Peças para pessoas trans e venda de peças por um preço simbólico para pessoas cis. Arrecadação de itens de higiene pessoal para Bicas durante o bazar.
Horário: 14h às 19h
Local: Casa Rosa de Marte – Rua Paulino Marques Gontijo, 432, São Lucas.
Entrada Gratuita

* Festa: Se Toca, Lindoka – Galla on Fire + As Talavistas
Descrição: Fextynha pra debochar forte, jogar a raba e celebrar nossas vidas. Galla on Fire e As Talavistas jogam pesado com uma line trans e convidam a todes para somar nessa construção. Djs, performances e projeções visuais. Vem debochar com a gente.
Horário: 22h
Local: Gruta! Rua Pitangui, 3613, Horto.

26 de janeiro

* Caminhada Pelas Vidas Trans e Travestis
Descrição: Caminhada em celebração e memória pela vida de pessoas trans e travestis. Concentração na Praça Sete de Setembro, no Centro de Belo Horizonte, com encerramento na Rua Aarão Reis.
Horário: 15h às 19h
Local: Praça Sete de Setembro, Centro.

* Cultural (encerramento da Caminhada)
Descrição: Cultural com artistas trans e travestis. Performances, música e festa.
Horário: 19h
Local: Teatro Espanca! Rua Aarão Reis, 542, Centro.

27 de janeiro

* Prosa e Café com Amor – Mães Pela Diversidade
Descrição: Convidamos a todes es filhes e mães para essa prosa gostosa com Sissy Kelly, Cristal e Renê cheia de amor de mãe.
Horário: 19h
Local: Centro de Referência da Juventude ( Auditório) – Rua Guaicurus, 50, Centro.
Entrada Gratuita

* Bazar Itinerante
Descrição: Doação de Peças para pessoas trans e venda de peças por um preço simbólico para pessoas cis. Arrecadação de itens de higiene pessoal para Bicas durante o bazar.
Horário: 19h
Local: Centro de Referência da Juventude ( Auditório) – Rua Guaicurus, 50, Centro.
Entrada Gratuita

28 de janeiro

* Malettrans
Descrição: Uma parceria entre o Nesganega Africando e Olympia Coop Bar, dois bares geridos por pessoas trans no edifício Maletta. Um evento com djs e um circuito interativo entre essas duas casas.
Horário: 19h às 23h
Local: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, Centro.
Entrada Gratuita

* Pedal da 3ª Semana da Visibilidade Trans e Travesti
Descrição: Pedal festivo pelas avenidas da região leste de Belo Horizonte. Saída da Praça Raul Soares (Concentração a partir de 19h30). No final do percurso, por volta de 22h, nos juntamos a todes no Malettrans. O pedal é leve, para iniciantes e em ritmo de passeio.
Horário: 20h
Local: Praça Raul Soares
Gratuito

29 de janeiro

* Plantão do Transpasse
Descrição: Precisa de apoio jurídico? Espaço para ser ouvide? Venha!
Horário: 12h às 14h
Local: Divisão de Assistência Judiciária da Faculdade de Direito da UFMG. Rua dos Guajajaras, 300, Centro.Entrada Gratuita

* Festa de Emponderamento Trans – Ong Transvest
Descrição: Evento que levará performances e intervenções artísticas à população trans privada de liberdade.
Horário: 15h às 19h
Local: Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria. Avenida C, 550, Primavera, São Joaquim de Bicas.

* Slam Atraque em 1 minuto – Academia Transliterária
Descrição: Slam de/com/para/pelas pessoas trans e travestis.
Horário: 19h
Local: Beco Nossa Senhora das Graças. Rua da Água, 40, Serra. Entrada Gratuita




Grimes no sofá
Por B. | 13/01/2020

Ter amigos é muito bom. Ter amigos que encomendam poster baseado em video da Grimes pra dar de presente é simplesmente sensacional.




Inktober 2019!
Por B. | 31/10/2019

#inktober #inktober2019




No mesmo dia
Por B. | 13/02/2019

O último sketch de um caderninho e o primeiro de um novo.




WANNABE (cartaz)
Por B. | 31/01/2019




Teve Réveillon Sofá!
Por B. |

Aproveitando o clima de “começando o ano no fim do mês” para postar com muito atraso o cartaz de divulgação da festa Sofá de reveillon e o processo do desenho. Cabe ressaltar que a festa em si foi incrível!




Começando o ano no fim do mês.
Por B. | 29/01/2019

Porque às vezes a gente se sente como um porco descabelado perdido num planeta estranho.

Feliz 2019.




… e o sketch de hoje!
Por B. | 10/12/2018




Seleção de sketches dos últimos dias
Por B. |



Tudo em volta está borrado
Por B. | 18/11/2018

É conhecido o fenômeno que faz com que pessoas acabem acreditando nas próprias mentiras se mentem com suficiente frequência. Num desdobramento indigesto, o cinismo também tem convencido os próprios cínicos enquanto bate repetidamente em nossas cabeças em golpes vindos de cima.

Nessa semana então pudemos receber de nossos co-cidadãos, cá de baixo, que “Bolsonaro salvou os médicos cubanos, que voltaram pra Cuba libertos da escravidão”. E falam a sério. Está tudo virado a esse ponto. A sujeira revirada com o “bom dia” caído por cima do lodo do estranhamento mútuo misturado com o esforço diário de ser uma pessoa entre anti-pessoas que esqueceram que são pessoas.




Processo de um sketch
Por B. | 14/11/2018

 

 




Sketches urbanos
Por B. | 12/11/2018




Sketch urbano + a parte mais bizarra do que é viver nesses tempos
Por B. | 09/11/2018
Continuar levantando, rumando para o trabalho, brigando contra a noção do absurdo para conseguir desempenhar suas funções adequadamente, almoçando como se houvesse espaço para apetite, voltando pra casa querendo um conforto impossível e depois fingindo que é possível dormir.



I will Sofá (cartaz)
Por B. | 08/11/2018

Por mais que eu esperasse o desastre, o baque foi tamanho que nem postei aqui… esse foi o cartaz de divulgação de uma edição mais que especial da Sofá.

Nós vamos sobreviver sim e essa revolução é nossa, por isso seguimos dançando.




Sketch urbano
Por B. |




E o Bostinha levou…
Por B. | 03/11/2018

Cadê o resto do meu Inktober? Foi pro ralo junto com meu sono nessas últimas semanas pré e pós apocalipse. Mas continuarei aqui, para desespero desses fascistas e serumaninhos mal-resolvidos que não conseguem conceber uma idéia de mundo sem a opressão de boa parte dele. Mal sabem eles que estaremos sempre aqui. Estamos apenas começando, cambada!
Levem meu sono, seus merdas. Eu prometo pra vocês que não vou dormir.




Inktober 2018 – 13
Por B. | 13/10/2018

“Guardado”

(“guarded”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 12
Por B. |

“Baleia”

(“whale”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 11
Por B. |

“Cruel”

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 10
Por B. |

“Fluindo”

(“flowing”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 9
Por B. | 09/10/2018

“Precioso”

(“precious”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 8
Por B. |

“Estrela”

(“star”)

#inktober #inktober2018 #elenao #elenão




Inktober 2018 – 7
Por B. | 07/10/2018

“Exausta”

(“exhausted”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 6
Por B. |

“Babando”

(“drooling”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 5
Por B. | 05/10/2018

Frango

(“chicken”)

#inktober #inktober2018 #elenao




Inktober 2018 – 4
Por B. | 04/10/2018

“Encantamento”

(“spell”)

#inktober #inktober2018




Sketch urbano
Por B. |




Inktober 2018 – 3
Por B. | 03/10/2018

“Assado”

(“roasted”)

#inktober #inktober2018




sketch urbano + haiku fajuto
Por B. |
Esquetizinho

a caminho

do almoço.

 




Inktober 2018 – 2
Por B. | 02/10/2018

“Tranquilo”

(“tranquil”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 1
Por B. | 01/10/2018

“Venenoso”

(“poisonous”)

#inktober #inktober2018




WANNABE 13 anos (cartaz)
Por B. | 29/09/2018

Demorei mas postei: arte da última WANNABE em comemoração dos 13 anos da festa, totalmente feita à mão.




Sketch – Divine
Por B. | 30/05/2018

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Sketch – Regine Chassagne
Por B. | 23/05/2018

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WANNABE!
Por B. | 18/05/2018

Daqui a pouco!




Sketch – Beth Ditto
Por B. | 16/05/2018

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Sketch – Fiona Apple
Por B. | 09/05/2018

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WANNABE (cartaz)
Por B. | 04/05/2018

Porque, oras, claro.




Sketchs – Janelle Monáe
Por B. | 02/05/2018

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Janelle recentemente saiu do armário e se assumiu pan. Em homenagem à sua queerzice que já emanava desde muito antes de seus últimos videoclipes ousadinhos, resolvi postar esses esboços que fiz no começo desse ano a partir das capas de sua trilogia cheia de ficção-científica lançada entre 2007 e 2013. Amo!




Sofá (cartaz)
Por B. | 25/04/2018

Arte criada para divulgação da Sofá, festa pra lá de aconchegante e empolgante que acontecerá daqui a dois sábados. A idéia desse projeto é ser quase uma festa em casa, daquelas de fazer o vizinho chato chamar a polícia por causa do barulho… mas é na boate, então não tem vizinho chato.




Spiraldex de 27 horas
Por B. | 11/04/2018

Spiraldex é um dos vários modelos de gráfico usados principalmente como como ferramenta de gestão de tempo. Uma busca rápida na internet vai te colocar à par do assunto, caso você não tenha familiaridade.

No modelo original, todas as áreas possuem a mesma (ou semelhante) grossura, o que não era tão interessante para mim. Diminuí o centro para poder preencher no dia seguinte algumas horas antes da marcação de meia-noite e redistribuí o espaço para engrossar as sessões de acordo com as horas onde preciso de mais espaço para detalhes. Uma pequena mudança no ângulo da espiral fez o ajuste. Encomendei um carimbo com o desenho que fiz, tem funcionado perfeitamente pra mim nos últimos meses. Caso também atenda às suas demandas (ou caso você ache que essa é uma boa base para você fazer seus próprios ajustes), fique à vontade para clicar na imagem e baixar o arquivo eps:




Sejamos realistas
Por B. | 01/04/2018

Eu já venho cantando essa pedra desde 2016 e agora sai no Le Monde e pessoas vem comentar surpresas que alguém escreveu um artigo ou fez um video falando que “talvez tenhamos indícios de corrermos o risco de talvez quem sabe não termos eleições esse ano”. Vamos cortar todas essas voltas no começo dessa afirmação, que bobagem. Pensem aqui comigo: quando foi, na história dessa nossa humanidade, que um grupo deu um golpe de Estado para uns dois anos depois simplesmente cansar de brincar de poder? Vai ser fácil e simples pra eles, como tem sido todos os avanços absurdos desse rolo compressor. E mais uma vez, as pessoas vão exclamar horrorizadas “Oh! Meu deus! Quem diria?!” diante da desgraça anunciada e vão correndo mudar seus twibbons. Depois vão levantar pra trabalhar.




Um pra trás, dois pra frente
Por B. | 22/03/2018

Bom, aqui estou de novo. Meu blog estava parado nos últimos 5 anos. Nesse tempo, estive amadurecendo minha relação com a internet e minhas opiniões sobre as redes sociais até que cheguei num ponto de ruptura. Foi gradual. Comecei tentando controlar meu tempo gasto no facebook e logo senti a eficiência da armadilha que me puxava de volta. Só recuperei o controle do meu tempo depois de desinstalar o aplicativo do meu celular, o que fez com que um novo mundo se descortinasse… na verdade, era o mesmo mundo à minha volta que eu, assim como o resto dos mortais de olhos grudados no smartphone, havia aprendido a ignorar. Um pequeno fio – a necessidade de divulgar meu trabalho com tatuagens – me mantém ligade ao facebook e instagram, me impedindo de deletar de vez todas as contas que tenho. Será possível sobreviver com esse negócio hoje, sem as redes? Estou estudando a questão. Para todo o resto, posso dizer sem ressalvas, as redes sociais são completamente dispensáveis.

Grande parte das coisas que aprendemos a ver como um “mal necessário” são na verdade simplesmente um mal com um ótimo marketing. Não acho que entregar tudo o que grandes corporações precisam para capitalizar nossas demandas políticas e refinar as ferramentas de manipulação midiática e mercadológica é um preço justo a se pagar para ver fotos, rir de bobagens, ler notícias, se engajar, fazer amigos e brigar com estranhos. Eu faço todas essas coisas aqui, do lado de fora. Ainda posso ver as fotos da sua viagem, que tal me chamar para um café?

Mas minha briga não é com a internet. É inegável o potencial de uma rede onde podemos nos conectar e nos expressar. Sim, nos expressar. Uma das distorções que as redes sociais produzem é a sensação de que dar opinião “sobre tudo” é algo condenável. Ficamos entre as pessoas que se expressam e as que reclamam do incômodo dessa falta de etiqueta. Mas pessoas se expressando, por si só, não é um problema, você sabe (impressionante precisarmos falar disso). O que te incomoda é o excesso de absorção, são as horas que você passa olhando para a tela sem perceber, sem dormir, é seu cérebro cansado de processar centenas de informações fragmentadas a ponto de desaprender a focar. E é assim que se fica incomodado por alguém dar uma opinião. Deixo essa reflexão como um ponto de partida pra quem está em busca de um.

Em suma, eu ainda amo a internet, mas estou re-descobrindo-a. Trocar os aplicativos de organização pelo meu velho caderninho que funciona tão bem, deixar meu smartphone fora do quarto à noite para acordar ao som de um despertador… e agora aqui estou, ressuscitando o Blog. E assim segue a jornada para re-descobrir como compartilhar sem me vender. Aceito convites para café.







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